15/12/2009

Lembranças da Paz (André Luiz )


Reconhecer, - mas reconhecer mesmo, - que trabalhando e servindo estamos, acima de tudo, cooperando em favor de nós próprios.
Perseverança no trabalho de execução dos compromissos que assumimos significa noventa por cem na soma do êxito.
Não desestimar a importância e o valor de pessoa alguma.
Nos instantes de crise, usar o silêncio ao invés do azedume.
Zangar-se com alguém será sempre dilapidar a própria tarefa.
Perdão para as faltas alheias é a melhor forma de alcançar
a desculpa dos outros em nossos próprios erros.
Observar o sinal vermelho para o mal no trânsito das palavras.
Um gesto de simpatia ou gentileza pode ser
a chave para a solução de muitos problemas.
Perfeitamente possível administrar a verdade sem ferir, desde que esteja no bálsamo da bondade ou no veículo da esperança.
Nunca nos esquecermos de que
a paciência favorece o socorro de Deus.

_André Luiz_






A PALAVRA DE JESUS




No Seu semblante havia o resplendor do sol. Algo havia em Sua pessoa que emprestava força às Suas palavras.
Ele falava como quem tinha autoridade. Autoridade sobre todos: Espíritos e homens.
Ninguém que a Ele se comparasse. Os oradores de Roma, de Atenas e de Alexandria eram famosos, mas o jovem Nazareno era diferente de todos eles. E maior.
Aqueles possuíam a arte que encantava os ouvidos. Quando Jesus falava, os que O ouviam deixavam vagar o próprio coração por lugares antes nunca visitados.
Ele sabia falar de forma adequada a cada um. Narrava parábolas e criava histórias como jamais haviam sido narradas ou criadas antes Dele.
O Seu verbo desencadeava- se ora doce, ora enérgico, tal como as estações primaveris e as invernosas sabem se apresentar.
Falava das coisas simples, que todos entendiam, para lecionar as Leis Divinas e arrebanhar os Espíritos ao reino de Deus.
Suas histórias começavam assim: Um semeador saiu a semear... E enquanto discursava, os que O fitavam podiam assistir, à semelhança de prodigiosa tela mental, o homem, em plena madrugada indo ao campo, e espalhando as sementes...
Ou então era assim que falava: Um pastor contou seu rebanho, ao cair da tarde, e descobriu que faltava uma ovelha.
E todos lembravam a figura dedicada do pastor solitário, que passa em torno de nove meses, nos campos, com seu rebanho.
Ao anoitecer, coloca todas as ovelhas no aprisco, um abrigo de pedras, e ele mesmo se transforma em porta viva, deitado atravessado na única saída, protegendo-as.
Em Sua fala havia um poder que faltava aos brilhantes oradores da velha Roma e da Grécia.
Quando eles pronunciavam seus discursos falavam da vida aos seus ouvintes. O Nazareno falava da destinação gloriosa do ser, da vida que não perece nunca.
Eles observavam a vida com olhos humanos apenas. Jesus via a vida à luz de Deus e assim a apresentava.
Ele era como uma montanha que se dirigia às planícies. Conhecia a intimidade de cada um e individualmente atingia as criaturas, falando-lhes do que tinham maior carência.
Ninguém que O igualasse. Isto porque Jesus é maior do que todos os homens. Sua sabedoria vinha diretamente do Pai, com quem comungava ininterruptamente. Por isso mesmo, por mais de uma vez, expressou-Se afirmando: Eu e o Pai somos um.
*   *   *
Se Jesus é tão grande e Sua mensagem tão clara, por que, apesar de mais de dois milênios transcorridos, prosseguimos sem Lhe seguir os ensinos?
De que mais carecemos para que nossas mentes despertem e nossos corações se afeiçoem ao bem?
O tempo urge.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Assaf, chamado o
orador de Tiro, do livro Jesus, o filho do homem, de
Gibran Khalil Gibran, ed. Acigi.
Em 14.12.2009.
 

ELE VEIO


 
Ele veio e é a "luz do mundo".
Depois Dele nunca mais a treva se fez vitoriosa.
Enquanto predominavam a violência, a agressividade, a escravidão dos vencidos, o vilipêndio dos valores morais a benefício da força e do orgulho, Jesus veio ter com os homens.
Toda a sua vida constitui até hoje a afirmação do espírito invencível sobre a precariedade das coisas utópicas do mundo.
Assinalando com a humildade o Seu berço, demonstrou que cada um é a soma das aquisições pessoais intransferíveis, que se sobrepõem às situações e enganosas distinções da vilegiatura física dos povos..
Nenhum estardalhaço em Seu ministério se registra, privilégio nenhum.
Caracterizado pela nobreza e elevação espiritual de que se encontrava investido, propôs o amor como terapêutica para a violência e o viveu integralmente.
Nunca traiu o postulado em que alicerçou a sua mensagem de esperança e paz.
Deu-se a si mesmo em todos os lances da vida, olvidando-se, intimorato, das próprias conveniências, pensando nas criaturas humanas e submisso às superiores determinações do Pai.
 
Exaltando o amor, como caminho único para alcançar a felicidade, tornou-se o amor, por enquanto ainda não amado.
Ele veio, e Sua vida mudou os rumos do pensamento, estabelecendo diferente diretriz histórica.
Com Ele surgiu o homem integral, protótipo perfeito que Deus nos "concedeu para servir de modelo e guia"..
Identifica-te com Ele, deixando-te impregnar pelos Seus exemplos, a teu turno apresentando- O aos companheiros do processo evolutivo, em que te encontras.
Em situação alguma te afastes d’Ele.
Pensa no labor que Ele desenvolveu e aceita-lhe o convite para O seguir.
Hoje, mais do que nunca, quando novamente a violência e o crime se dão as mãos, a dor e o desespero explodem em todo lugar, vive Jesus, trazendo-O de volta, pelo teu exemplo aos que ainda não O conhecem devidamente.
Ele veio e nunca se apartou de nós.

Não importa que a data do Seu nascimento seja simbólica.
Inquestionável é o fato: Ele veio e ninguém conseguiu realizar até hoje o que Ele fez.

Faze a tua parte, e evoca-Lhe o Natal em todos os dias da tua vida, tornando-a sinfonia de feitos.
Se te parecer difícil lográ-lo, inicia, neste Natal, o dia novo da tua perfeita comunhão com Jesus, auxiliando o nascimento d'Ele em outros Espíritos e prosseguindo sem cansaço até o momento da tua libertação total.
Faze do dia de Natal o teu momento de paz, que se tornará um permanente compromisso com Jesus, em favor das criaturas para as quais Ele veio.
 
Divaldo P. Franco (Joanna de Ângelis)






 

ALEGRIA

   Alegria como experiência de religiosidade é um valor que não tem preço. Essa sensação da alma, mais do que qualquer outra coisa, contagia e abranda o coração dos homens.
 
            A maioria das pessoas tem uma visão distorcida da alegria, pois a confunde com festas frívolas e divertimentos que provocam sensações intensas, risos exagerados; enfim, satisfações puramente emocionais.
 
            Aliás, não há nada de errado em ser jovial, bem-humorado, festivo e risonho. Sentir as emoções terrenas inclui-se entre as prerrogativas que o Criador destinou a suas criaturas. Vivenciar a normalidade das sensações humanas é um processo natural estabelecido pelo Mente Celestial.
 
            Talvez as religiões fundamentalistas tenham mesclado as idéias contidas nas palavras alegria e tentação. Na realidade, o Mestre ensinava a seus seguidores que vivessem com alegria. “Eu vos digo isso para que a minha alegria esteja em vós”, diz Jesus, “e vossa alegria seja plena”.
 
            A verdadeira alegria está associada à entrega total da criatura nas mãos da Divindade, ou mesmo a aceitação de que a Inteligência Celestial a tudo provê e socorre.
 
            É a confiança integral em que tudo está justo e certo e a convicção ilimitada nos desígnios infalíveis da Providência Divina.
 
            A palavra aleluia tem origem no hebreu “hallelu-yah”  e significa “louvai com júbilo o Senhor”. Tem sido usada como cântico de alegria ou de ação de graças pela liturgia de muitas religiões a fim de glorificar a Deus. A designação “sábado de aleluia”, utilizada pela Igreja Católica, tem como fundamento a exaltação à alegria, visto que nesse dia se comemora o reaparecimento de Jesus Cristo depois da crucificação.
 
            Viver em estado de alegria é estar plenamente sintonizado com nossa paternidade divina, através das mensagens silenciosas e sábias que a Vida nos endereça.
 
            A “entrega a Deus” é a base de toda a felicidade. No entanto, o problema reside em algumas religiões que recomendam a “entrega” não a Deus, mas a mandatários ou representantes “divinos”, ou mesmo a congregações doutrinárias que impõem obediência e subordinação a seus diretores.
 
            Condutas semelhantes acontecem em seitas ou em grupos dissidentes de uma religião, em que há uma entrega incondicional dos adeptos ao líder religioso e que resulta, inicialmente, numa suposta sensação de alegria e satisfação.
 
            Na realidade, quando existe subordinação na nossa “entrega a Deus”, ela não pode ser considerada real, pois, mais cedo ou mais tarde, a criatura vai notar que está encarcerada intimamente e que lhe falta a verdadeira comunhão com o Criador.
 
            Viver “em estado de graça” ou em “comunhão com Deus” é estar perfeitamente harmonizados com nossa natureza espiritual. É a alegria de repetir com Jesus Cristo: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”.
 
            A felicidade é um trabalho interior que quase nunca depende de forças externas. Deus representa a base da alegria de viver, pois a felicidade provém da habilidade de percebermos as “verdadeiras intenções” da ação divina que habita em nós e do discernimento de que tudo o que existe no Universo tem sua razão de ser.
            O homem carrega na sua consciência a lei de Deus, afirmam os Espíritos Superiores a Allan Kardec. “A lei natural é a lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem. Ela lhe indica o que deve fazer e o que não deve fazer, e ele não é infeliz, senão quando se afasta dela”.
 
            Alegria como experiência de religiosidade é um valor que não tem preço. Essa sensação da alma, mais do que qualquer outra coisa, contagia e abranda o coração dos homens.
 
            “Ninguém fica feliz por decreto”; sente imensa satisfação apenas quem está iluminado pela chama celeste. Rejubila-se realmente aquele que se identificou com a Divindade e descobriu que “a lei natural é a lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem”.
 
            A alegria espontânea realça a beleza e a naturalidade dos comportamentos humanos. Cultivar o reino espiritual em nós facilita-nos a aprendizagem de que a alegria real não é determinada por fatos ou forças externas, mas se encontra no silêncio da própria alma, onde a inspiração divina vibra incessantemente.
 
 (Hammed /Francisco do Espírito Santo Neto)

PARENTESCO E FILIAÇÃO.....( Emmanuel )

 
Para as criaturas humanas o que significa a vida terrestre?
    Considera-se a Lei Divina por inteligências juvenis, sob o patrocínio da escola, concedendo-nos na vida terrestre, o mais alto campo edificante e reeducativo.

    Qual a conexão entre a consangüinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação.

    Que precisamos para vencer na luta doméstica?
    Devemos revestir-nos de paciência, amor, compreensão, devotamento, bom ânimo e humildade, a fim de aprender e vencer, na luta doméstica. No mundo, o lar é a primeira escola da reabilitação e do reajuste.

    O que foram, em vidas anteriores, os pais despóticos?

    quase sempre os pais despóticos de hoje são aqueles filhos do passado, em cuja mente inoculamos o egoísmo e a intolerância.

    E o filho rebelde?

    O filho rebelde e vicioso é o irmão que arrojamos, um dia, á intemperança e á delinqüência.

    e a filha desatinada?

    A filha detida nos desregramentos do coração é a jovem que noutro tempo, induzimos ao desequilíbrio e á crueldade.

Emmanuel/Médium: Francisco Cândido Xavier


Oração Do Perdão