16/11/2010

CHICO XAVIER E CLARA NUNES


Estava presente na reunião do "Grupo Espírita da Prece", em Uberaba, quando Chico recebeu a mensagem de Clara Nunes, uma das maiores intérpretes da nossa música popular. Foi no dia 15 de setembro de 1984 e, desde então, permanecemos na expectativa de que a referida página nos viesse ter às mãos, o que somente agora aconteceu, por uma deferência do Dr. Francisco Borges de Oliveira, diretor do Grupo Espírita "Paulo de Tar­so", de Caetanópolis - MG, que mantém a creche "Clara Nunes".
Destacamos que, em suas palavras, conforme poderá ser verificado, Clara, após o desenlace, foi assistida por entidades vinculadas aos cultos afro-brasileiros que confiaram o Espírito liberto aos seus pais igualmente desencarnados.
A mensagem foi dirigida por ela à sua irmã Maria, presente na reunião à qual nos reportamos.
Querida Maria:
Eu pressentia que o encon­tro através das notícias seria primei­ramente com você. So­men­te você teria dispo­sição de via­jar de Caetanópolis até aqui, no objetivo de atingir o nosso inter­câmbio.
Descrever-lhe o que se passou co­migo é impossível agora. Aquela aneste­sia suave que me fazia sorrir se trans­formou numa outra espécie de repouso que me fazia dormir.
Sonhava com vocês todos e me via de regresso à infância.
Era uma alegria que me situava num mundo fantástico.
Melodias e cores, lembranças e vozes se mesclavam e eu me perdia naquele estado desconhecido.
Não cuidava de mim. Lembrava-me dos que ficavam, mas ainda não sabia se a mudança seria definitiva.
Acordei num barco engalana­do de flores, seguido de outras embar­cações, nas quais muitos irmãos entoa­vam hinos que me eram estranhos. Hinos em que o amor por Iemanjá era a tônica de todas as palavras.
Os amigos que me seguiam falavam de libertação e vitória.
Muito pouco a pouco me conscientizei e passei da euforia ao pranto da saudade, porque a memória despertava para a vida na retaguarda e o nosso Paulo se fazia o centro das minhas recordações.
Queria-o ali naquela abordagem maravilhosa, pois os barcos se abeiravam de certa praia encantadoramente enfeitada de verde nas plantas bravas que as guarneciam.
Quando o barco que me conduzia ancorou suavemente, uma entidade de grande porte se dirigiu a mim com paternal bondade e me convidou a pisar na terra firme. Ali estavam o meu pai Manuel, e nossa Mãezinha Amélia.
Os abraços que nos assinalavam as lágrimas de alegria pareciam sem fim.
Era muita saudade acumulada no coração.
Ali passei ao convívio de meus pais e os meus guardiões retornavam ao mar alto.
Retomei a nossa vida natural e, em companhia de meu pai, pude rever você e os irmãos todos me comovendo ao abraçar a nossa Walde­mira, que me pareceu um anjo preso ao corpo.
Querida irmã, não disponho das palavras exatas que me correspondam às emoções. Peço a você reconfortar o nosso Paulo e dizer-lhe que não perdi o sonho de meu filhinho que nascesse na Terra de nossa união e de nosso amor.
O futuro é luz de Deus. Quem sabe, virá para nós uma vida renovada e dife­rente pa­ra as mais lindas reali­zações?
Você diga ao meu poeta e le­trista querido que es­tou contente por vê-lo fortalecido e resis­ten­te, exceção fei­ta dos "co­pi­nhos" que ele conhece e que es­tou vendo agora um tanto aumen­tados.. .
Desejo que ele saiba que o meu amor pelo esposo e noivo permanente que ele continua sendo para mim, está brilhando em meu coração, que con­tinua cantando fora do outro coração que me prendia.
A cigarra, por vezes, canta com tanta persistência em louvor a Deus e a Natureza, que se perde das cordas que coordenam a cantiga, caindo ao chão, desencantada. O meu coração da vida física não suportou a extensão das melodias que me faziam viver, e uma simples renovação para tratamento justo me fez repousar nas maravilhas diferentes a que fui conduzida.
Espero que o nosso Paulo consiga ouvir-me nestas letras.
Agradeço a ele as atitudes dignas com que me acom­panhou até o fim do corpo, tanto que agradeço a você e as nossas irmãs e ir­mãos o respeito com que me hon­raram a memória, abstendo-se de reclamações in­débitas junto aos médi­cos humani­tários que se dispuseram a servir-nos.
Querida irmã, continue com o nosso grupo em Caetanópolis. O irmão José Viana e o Dr. Borges estão conquistando valiosas experiências. Muitas saudades e lembranças a todos os nossos e para você um beijo fraternal com as muitas saudades de sua, Clara.
Fonte: "O Mensageiro - Revista Espírita Cristã do Terceiro Milênio - Editoriais - Setembro de 2008.



Poema da Prosperidade! !




Nem a tristeza, nem a desilusão,
nem a incerteza, nem a solidão,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SORRIR.

Nem o medo, nem a depressão,
por mais que sofra meu coração,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SONHAR.

Nem o desespero, nem a descrença,
muito menos o ódio ou alguma ofensa,
NADA ME IMPEDIRÁ DE VIVER.

Em meio as trevas, entre os espinhos,
nas tempestades e nos descaminhos,
NADA ME IMPEDIRÁ DE CRER EM DEUS.

Mesmo errando e aprendendo,
tudo me será favorável,
para que eu possa sempre evoluir,
preservar, servir, cantar,
agradecer, perdoar, recomeçar...

QUERO VIVER O DIA DE HOJE
COMO SE FOSSE O PRIMEIRO.

Quero viver o momento de agora
como se ainda fosse cedo,
como se nunca fosse tarde.

Quero manter o otimismo,
conservar o equilíbrio,
fortalecer a minha esperança,
recompor minhas energias,
para prosperar na minha missão
e viver alegre todos os dias.

Quero caminhar na certeza de chegar,
quero lutar na certeza de vencer,
quero buscar na certeza de alcançar,
quero saber esperar,
para poder realizar os ideais do meu ser.

ENFIM,
quero dar o máximo de mim, para viver
intensamente e maravilhosamente
TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA.
(Carlos Alberto Lemberg)


 

RECORDANDO JESUS


Se te sentes aflito, não aumente tua aflição exibindo atitudes desequilibradas. Recorre ao Evangelho. Aí, encontrarás farto manancial que as palavras do Mestre te recordarão.
— "Abençoados os aflitos, porque serão consolados."
Se te encontras enraivecido, não dês guarida à mágoa, pois ela será o fermento que fará crescer a massa do rancor, adicionando novos tormentos à tua vida. Lembra–te do Mestre a dizer–nos.
— "Abençoados os brandos e pacíficos, porque possuirão a Terra e serão chamados filhos de Deus."
Se te encontras enfermo, cansado da longa jornada, não te enfermes ainda mais adotando o fel da reclamação e da queixa como remédio. Antes, recorda o Mestre a consolar–nos.
— "Eu não vim para os sãos, mas para os doentes."
Se a amargura, qual serpente insidiosa, instalou–se em teu coração, expulsa–a, para que não te envenene a vida com sua perfídia. Recorre ao bálsamo duradouro do amor, recordando o Mestre em seu diálogo com Pedro.
— "Pedro, Tu me amas?"
Pergunta a ti mesmo se também O amas.
E Esquecendo a amargura, ama verdadeiramente.
Se te sentes dividido entre o certo e o errado, entre o santo e o ímpio, lembra–te de que o cristão não deve ser motivo de escândalo e que das tuas atitudes depende a harmonia de muitos.
Se, enfim, te sentes só e abandonado, perdidas as últimas ilusões que acalentavas, recorda que ao teu lado, há sempre alguém que sofre mais do que tu. Abre–te à dor do teu próximo, tenta mitigá–la; entrega–te ao ofício do socorro e, como conseqüência, esquecerás os teus penares.
Desprende–te do egoísmo de conjugar os verbos na primeira pessoa e adota o "nós", irmanando–te à humanidade sofredora; individualiza, no irmão que chora, a tua dor e, ao enxugares as suas lágrimas, terás as tuas abrandadas pela ação do amor.
Conforta os que sofrem, esquecendo tuas próprias dores e terás os teus pedidos atendidos por acréscimo.
Prossegue semeando o bem, a caridade, o perdão, e perceberás que a estrada que antes palmilhavas e te parecia árdua, por efeito do amor que dispensaste, tornou–se abençoado vale de verdejantes campinas e doces quedas d’água, abastecendo–te a alma de inefáveis benesses do Cristo.
Amélia


Mensagem recebida em reunião mediúnica do Lar Espírita Chico Xavier, no dia 16/11/1996, pela médium Vera Cohim.
Texto revisado pelo Prof. Humberto Vasconcelos da Fraternidade Espírita Francisco Peixoto Lins (Peixotinho).
Autorizada a reprodução de toda a mensagem ou parte dela.

Oração Do Perdão