17/11/2013

Oração Do Perdão

Oração do Perdão

A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, me injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias. Perdôo, sinceramente, quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.
Perdôo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada. Reconheço, que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter.
Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.
Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Iniciei agora, uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente: queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.
Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.
Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, pois isso me ajudou a evoluir, do nível humano comum ao nível espiritualizado em que estou agora.
Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em outras futuras. Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.
Fazer uma pausa, respirar profundamente alguma vezes, para acúmulo de energia.
Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente e inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei. Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.
Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior. Ao relaxar, minhas sensações revelam, que este contato foi estabelecido.
Agora dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor.
Agradeço de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o meu bem e do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e auto realização. Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador, eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente, sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.
Assim seja, assim é e assim será.

* Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida. 

16/03/2013

CONVENIÊNCIA


Fazer o bem pelo único prazer de fazê-lo, amar sinceramente
dando o melhor de nós mesmos sem pensar em retribuições - eis a base do amor incondicional.
A sinceridade é o melhor antídoto para afastar falsas amizades.
Convidar à mesa os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos -
na recomendação de Jesus - é angariar relacionamentos
satisfatórios, leais, estimulantes, sem segundas intenções.
Talvez por querermos levar vantagens e proveito em tudo,
tenhamos atraído para o nosso círculo afetivo amizades vazias,
distorcidas, que representam verdadeiros parasitas de nossas
energias. Por isso nos sentimos, algumas vezes, inadaptados ao meio em que vivemos.
Mas se amarmos por amar, encontraremos criaturas que não
se preocuparão com as escalas hierárquicas e nos aceitarão como
somos. Não esperarão de nós toda a sabedoria para todas as
respostas, apenas compartilharão conosco o carinho de bons amigos.
O refrão da conveniência é: “vou te amar se...
Se me recompensares, serei teu amigo.
Se me convidares, eu te prestigiarei.
Se ficares sempre a meu lado, eu te amarei.
Se concordares comigo, concordarei contigo.
Jesus nos pede desinteresse nas relações, e não imposições
de conformidade com as nossas paixões. Ele nos ensina a lição de
não manipularmos ocasiões, porque toda cobrança fragiliza
relacionamentos, e em verdade é uma questão de tempo para que tudo venha a ruínas.
Os sentimentos verdadeiros não são mercadorias
permutáveis, mas alimentos nutrientes das almas, os quais nos dão
fortalecimento durante as provas e reerguimento perante as lutas expiatórias.
Quando esperamos que os outros supram nossas carências e
nos façam felizes gratuitamente, não estamos de fato amando, mas explorando-os.
Ao identificarmos jogos de manipulação, procuremos
relembrar nossa verdadeira missão na Terra, pois sabemos que não
viemos a este mundo a fim de agradar os outros ou viver à moda
deles, mas para aprender a amar a nós mesmos e aos outros, sem condições.
Em muitas ocasiões, fundimos nossos sentimentos com os de
outros seres - cônjuge, pais, filhos, amigos, irmãos - e perdemos
nossas fronteiras individuais, por ser momentaneamente
conveniente e cômodo. A partir daí, esperamos sempre retribuições
deles, nossos amados, e sofreremos se eles não fizerem tudo como desejamos.
Esquecemos de abrir o círculo da afetividade para outros
seres e não percebemos o quanto é saudável e imensamente
vitalizante essa postura. Continuamos a convidar à mesa somente
aqueles com quem fazemos questão de compartilhar mútuos interesses.
Embora, de início, não avaliemos o mal que essa atitude nos
causa, é provável que soframos a solidão num amanhã bem
próximo, pois os laços afetivos podem ser desfeitos pela morte
física ou por separações outras. Por termos restringido esses
vínculos afetivos, sentiremos certamente a tristeza de quem se
acha só e abandonado como se tivesse perdido o “chão”.
A observação dos jogos sociais dar-nos-á sempre uma real
percepção de onde e quando existem encontros unicamente realizados
para a busca de vantagens pessoais. E para que possamos
promover autênticos encontros, providos de sinceridade e boas
intenções, é preciso sejamos primeiramente honestos com nós
mesmos, para atrairmos as legítimas aproximações, através de
nossos pensamentos e propósitos de franqueza.
A vantagem dos relacionamentos sinceros é uma abertura de
nossa afetividade em círculos cada vez maiores, que, por sua vez,
edificarão uma atmosfera de carinho e lealdade em torno de nós
mesmos, atraindo e induzindo criaturas francas e maduras a
partilhar conosco toda uma existência no Amor.
 
 
Do livro ‘’RENOVANDO ATITUDES’’ – Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto.
 
 

13/03/2013

VERNIZ SOCIAL


“... A benevolência para com os semelhantes, fruto do
amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são
a manifestação. Entretanto, não é preciso fiar-se sempre nas
aparências; a educação e o hábito do mundo podem dar o
verniz dessas qualidades...”/(Capítulo 9, item 6.)

Nem sempre conseguimos mascarar por muito tempo nossas
verdadeiras intenções e planos matreiros. Não dá para enganar as
pessoas por tempo indeterminado. Após vestirmos as roupagens da
afabilidade e doçura para encobrir rudeza e desrespeito, vem a
realidade dura e cruel que desnuda aqueles lobos que vestiram a “pele de ovelha”.
Realmente, é no lar que descortinamos quem somos. É no lar
que escorre o verniz da bonança e da caridade que passamos
sobre a face e que nos revela tal como somos aos nossos familiares.
Trazemos gestos meigos e voz doce para desempenhar tarefas
na vida pública, no contato com chefes de serviço e amigos, com
companheiros de ideal e recém-conhecidos, mas também trazemos
“pedras nas mãos” ou punhos cerrados no trato com aqueles com
quem desfrutamos familiaridade.
Por querer aparentar alguém que não somos, ou impressionar
criaturas a fim de conquistá-las por interesses imediatistas, é que
incorporamos personagens de ficção no palco da vida. Ou seja, é
como se cumpríssemos um “script” numa representação teatral.
Nada mais do que isso.
Em várias ocasiões, integramos em nós mesmos não só a
sociedade visivelmente “externa”, com suas construções, praças,
casas e cidades, mas também a sociedade em seu contexto
“invisível”, que, na realidade, se compõe de regras e ordens sociais,
bem como dos modelos de instituições criadas arbitrariamente.
Captamos, através de nossos sentidos espirituais, todos os tipos de
energia oriunda da população. Através de nossos radares sensíveis
e intuitivos, passamos a representar de forma inconsciente e automática
um procedimento dissimulado sob a ação dessas forças poderosas.
Maquilagens impecáveis, joias reluzentes, perfumes caros,
roupas da moda e óculos charmosos fazem parte do nosso arsenal
de guerra para ludibriar e corromper, para avançar sinais e para
comprar consciências. Não nos referimos aqui à alegria de estar
bem-trajado e asseado, mas à maquiavélica intenção dos “túmulos caiados”.
Por não nos conhecermos em profundidade é que temos
medo de nos mostrar como realmente somos.
Num fenômeno psicológico interessante, denominado
“introjeção”, que é um mecanismo de defesa por meio do qual
atribuímos a nós as qualidades dos outros, fazemos o papel do
artista famoso, dos modelos de beleza, das personagens políticas e
religiosas, das figuras em destaque, dos parentes importantes e indivíduos
de sucesso, e por muito tempo alimentamos a ilusão de
que somos eles, vivenciando tudo isso num processo inconsciente.
Desse modo, nós nos portamos, vestimos, gesticulamos,
escrevemos e damos nossa opinião como se fôssemos eles
realmente, representando, porém, uma farsa psicológica.
Ter duas ou mais faces resulta gradativamente em uma
psicose da vida mental, porque, de tanto representar, um dia
perdemos a consciência de quem somos e do que queremos na vida.
Quanto mais notarmos os estímulos externos, influências
culturais, físicas, espirituais e sociais em nós mesmos, nossas
possibilidades de relacionamento com outras pessoas serão cada
vez mais autênticas e sinceras. A comunicação efetiva de criatura
para criatura acontecerá se não levarmos em consideração sexo,
idade e nível socioeconômico. Ela se efetivará ainda mais
seguramente sempre que abandonarmos por completo toda e
qualquer obediência neurótica aos modelos aprendidos e preestabelecidos.
Abandonemos o “verniz social” que nos impusemos no
transcorrer da vida. Sejamos, pois, autênticos. Descubramos nossas
reais potencialidades interiores, que herdamos da Divina
Paternidade. Desenvolvendo-as, agiremos com maior naturalidade
e, consequentemente, estaremos em paz conosco e com o mundo.


Do livro ‘’RENOVANDO ATITUDES’’ – Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto.



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23/02/2013

RENOVANDO ATITUDES


 Jesus de Nazaré considerava, certa ocasião,
como os convidados de uma festividade se comportavam
precipitadamente, na ânsia de tomar os lugares principais da mesa,
com isso desrespeitando os princípios básicos do bom senso e da educação.

Qual o teu lugar à mesa? Qual a tua posição no universo de ti
mesmo? Essa a grande proposta feita pelo Mestre nesta parábola.
Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influências
externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?
Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escancarado
teus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?
Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profissão,
circulo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes,
amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo
que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.
Essa inadaptação que sentes é fruto de teu deslocamento
íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te
incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às
tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essência.
Se permaneceres nesse comportamento volúvel, apontando
frequentemente os outros como responsáveis pela tua inadequação
e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as
vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que
rodeado por uma multidão.
Porém, se não mais negares sistematicamente que tuas
ações são, quase na totalidade, frutos do consenso que fizeste do
somatório de conselhos e palpites vários, estarás sendo, a partir
desse instante, convidado a sentar no teu real lugar, na mesa da existência.
Por fim, perceberás com maior nitidez quem é que está movimentando
tuas decisões e o quanto de participação tens nas tuas opções vivenciais.
No exame da máxima “todo aquele que se eleva será
rebaixado e todo aquele que se rebaixa será elevado”, vale considerar
que não é a postura de se “dar ares” de humildade ou a de se
rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar
à conscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo.
Sintonizando-te na verdadeira essência da humildade, que é
conceituada como “olhar as coisas como elas são realmente”, e
percebendo que a tua existência é responsabilidade unicamente
tua, é que tu serás tu mesmo.
Ser humilde é auscultar a origem real das coisas, não com os
olhos da ilusão, mas com os da realidade, despojando-se da
imaginação fantasiosa de uma ótica mental distorcida, nascida
naqueles que sempre acham que merecem os “melhores lugares” em tudo.
Vale considerar que, por não estarmos realizando um
constante exercício de auto-observação, quase sempre deduzimos
ou captamos a realidade até certo ponto e depois concluímos o
restante a nosso bel-prazer, criando assim ilusões e expectativas
desgastantes que nos descentralizam de nossos objetivos.
Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar
dos outros, pois divisa a própria fronteira e, consequentemente, não
ultrapassa o limite dos outros, colocando na prática o “amor ao próximo”.
Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma
“simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fantasias
fará com que encontres a autêntica humildade.
Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indispensável
que vejas as coisas como elas são realmente e que uses
o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e
para a tua percepção da verdade como um todo. Procura-te em ti
mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que te
pertence perante a Vida Excelsa.
Do livro ‘’RENOVANDO ATITUDES’’ – Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto

07/02/2013

QUANTO MAIS


Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.
Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.
Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.
Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.
Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranquilidade em vossos passos.
Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.
 
Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Do livro "Caridade”. Lição nº 11. Página 45.

Oração Do Perdão